
O Estúdio Digital é um acontecimento político, didático e pedagógico da disciplina Cultura e Mídia, do curso de Biblioteconomia, campus da UFC/Cariri. Visa proporcionar ao alun@ uma relação de afeto entre a sala de aula, o conhecimento e uma outra pessoa quem vem de fora, testemunha da vida, da cultura do seu lugar e do mundo. Ela vem de fora para narrar através da sua voz o ritmo da sua experiência de vida a ser dita. Objetiva gerar uma experiência. Um contato. Toque. Nesse sentido, toda pessoa é potencialmente apta para o nosso intercâmbio.
Pretende-se, nesse encontro de narradores e receptores, construir possibilidades de ensino-aprendizagem a partir da história de vida do convidad@ e seu lugar na (des)ordem do seu discurso. É um laboratório para trocar afetos e fogos! Poemas e lírios, rimas e política, fatos e fotos, cultura e mídia!
Queremos interceder a favor da diferença e do espanto. Nada que não provoca emoções e desejos podem nos conduzir ao aprendizado. Pretendemos os meios e os ritmos. Aprender a intervir para mudar o rumo do barco e assim descobrir (jamais invadir) continentes, territórios, palavras de ordem… que nos faça maior, que nos des-organize o corpo dramatizado pelo condicionamento.
O Estúdio Digital é um evento poético-político que acontece todas as sextas feiras nos segundos raios de sol, as 7:30. Temos um relógio, mais não temos um roteiro e, uma intenção: fazer desses Debates gestados informalmente, um acervo de documentários poéticos. A poética da pessoa. Por isso fotografamos seus gestos e curvas. Imagine a imagem!
O fazer é tribal. Tudo se faz em grupo. Coletivo humano que se expande alegre para receber o próximo e a próxima pessoa-testemunha do planeta terra.
Das fotos emerge um ensaio fotográfico (VCD) para serem incluídos no Blog do projeto-acontecimento. O blog é feito pelos alun@s e contém as imagens, a entrevista o documentário, a emoção… o resto é dito pelo visitante virtual. A experiência do estúdio não é para exibir depois uma nota aos alun@s, realizar uma prova-pós-testemunha. A prova maior é chegar todas as sextas e cumprir o ritual matinal. É experimentar sabores e nos envolvermos-nos bordando uma vida nova numa canção que nos desperte! É dar fogo à vida para que ela acenda, vibre, apesar do capitalismo que tenta descompassar a música do nosso coração.





